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Dicionario de dicionarios do galego medieval

Corpus lexicográfico medieval da lingua galega


Está a procurar a palabra ORA como lema no Dicionario de dicionarios do galego medieval.37 Rows
- Número de acepcións atopadas: 34.
- Distribución por dicionarios: CANTIGAS DE AMIGO (1), CANCIONEIRO DA AJUDA (2), CONCELLO DE NOIA (1), CRÓNICA XERAL (3), CRÓNICA TROIANA (3), CRÓNICA XERAL (1), CRONOLOXÍA (1), CANTIGAS DE SANTA MARÍA (2), CANTIGAS DE ESCARNHO (1), HISTORIA TROIANA (5), VOCABULARIO 1275 (1), MIRAGRES DE SANTIAGO (5), LIBRO DE NOTAS (8).

Se desexa realizar outra pescuda, pode calcar aquí.

J. J. Nunes (1928): Cantigas d' amigo dos trovadores galego-portugueses. Vol. III \(Glossário\). Coimbra: Imprensa da Universidade.
ora
adv. adv. VII, 9, IX, 1, XII, 16, XXXV, 6, etc., XLVI, 2, L, 3, LIV, 3, LXXXI, 3, etc., agora; em LXVII, 2, 8, há pouco(?), ora quando, LX, 10, agora que. (Cantigas d' amigo).

Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1920): "Glossário do Cancioneiro da Ajuda", Revista Lusitana 23, pp. 1-95.
ora
f. (hōra): s. f. 6355 ({Pero da Ponte} en tal ora); 10228 ({Pero da Ponte} en forte ora).
ora
adv.: : o mesmo nome, reduzido a adv.: agora, actualmente 24, 31, 37, 93, 98, 167, 186, 195, 251, 342, 2214, 9756, 10212 {Pero da Ponte} (em rima com fora chora, pronunciado portanto como hoje, com ó aberto); 10271 {Pero da Ponte} ora ja non.

M. C. Barreiro (1995): A documentación notarial do concello de Noia (ss. XIV-XVI). Tese de doutoramento. Universidade de Santiago de Compostela [Glosario, pp. 155-456].
ora
subst. .- subst. 'hora'. A pouca de ora, loc. adv. 'ó pouco tempo'. Ora "çerrou logo as portas sobre si, et a pouca de ora saeu fóra et meteu de súa mãao ẽna dita casa aos ditos Juã Afonso et súa moller" 45.14 (1448).

R. Lorenzo (1977): La traducción gallega de la Crónica General y de la Crónica de Castilla. Vol. II (Glosario). Ourense: Instituto de Estudios Orensanos Padre Feijóo.
esse
essa
esso
isso
ese
esa
eso
esso
essa ora
adj. 'ese, esa, eso' (a veces equivale a 'este' o 'aquel' ). Tiene función adj. o pron. y deriva de ĬPSE, ĬPSA, ĬPSUM (REW 4541). Formas: esse (función adj. ) 20.13 "dizẽ... que era seu fillo - Lopo", 25.14, 27.14, 50.10 "morreu - Maffomat", 53.23"a - Omar", 54.23, 63.7 "en - logar", 86.23 "en - moesteiro" 113.72, 158.19 " - dom Gonçaluo" (alterna con aquel ), 160.13 " - don Vela", 184.54 "vijndeuos... a - lugar", 206.68,6 "en - lugar que diziã Pramaras... - jnfante", 259.36 " - Abis", 277.8 "era en C. - ducado", 279.51 "R. F. conde de T. et ouuo - conde en ella", 289.9 "dõ P. de T. mays - dõ Pero", 293.11,26 "do enperador... a que - enperador ouuera... cõ dõ F. rrey de C. et - dõ F.", 294.34, 295.21,22, 301.35, 513.35, 675.32 "en - tẽpo", 802.39 "os chamauã bem a - tempo gazulles et por - nume delles chamã a esse rey dos gazulles", 803.75, 815.17,18 "don R. arçebispo de T. ca - arçebispo dõ Rroderigo... mays - bispo dõ Iohan" (en 815.23 "aquel bispo" ), 836.11 "per - rreyno de Murça - jnfante dõ A." (l. 19 "este jnfante" ), 838.15 " - nobre... rrey" 845.8, 850.11,13 (c. 583),3,5 (c. 584) "de contra - Axaraf... - maestre cõ esses seus freyres... - maestre", 860.3 "en - lugar meesmo", 861.8, 863.33 "nõ llj derõ - uagar", 870.21 "caerõ muytos delles en - rio de G.", 871.25 " - Rreymõ B.", 874.13 " - castelo de T.", 881.8 "llis uedar - passo", 884.16 " - alcaçer dessa nobre çibdade", 884.17 (c. 625),5 (c. 627) "a - nobre rrey... - nobre... rrey don F.", 885.7,11,12,14 "de todo - senorio da Andaluzia... - bẽ auenturado rrey... - dia... a - nobre rrey", 886.3 " - bem auẽturado rrey", 889.17 " - nobre rrey", cfr. en esse ano ( en esse ãno ) 30.29, 51.14, 55.29, 80.12, 138.6, 155.6, 157.22, 174.64, 223.36 (en 35 "en este ãno" ), 224.15 (en 14 "en este ãno" ), 247.5, 248.44 (en 43 "en este ano" ), 250.4, 264.29, 805.12, esse ano 51.6, 241.4, 249.4; esse rrey 53.16, 54.12, 117.9,13, 158.18, 279.46, 284.74, 292.85 (en 87 "este rrey" ), 302.51, 802.41, 826.11, 832.17, 833.26, 835.14, 840.9, 883.13, en esse dia (significa 'aquel' ) 109.12 (en 13 "en este dia" ), 192.4, esse dia 137.31 "forõ albergar - dia a cabo de B." (en 30 "forõ albergar aquel dia çerca d' A." ), 219.36, 417.27, 418.6, 549.5, 625.3, 626.18,28, 708.5, 745.29, 783.17, 801.46, 804.92,95,106, 885.12; esse como pron. en 165.35 "aquel que appareçeu ẽno seu caualo... - matou", 802.40 "a - ", 804.96,106 "ca - foy depoys muy prouado en armas... et - que demãdaua o perdom foy o dicto Diego P.". La forma ese en 157.15 "que - dom Gonçaluo", 159.3 "en - reyno", 821.3 " - rrey", 838.13 "en - arraualde". El plur. esses (función adj. ) en 52.20 "estes som terra de C. et Touro et - logares que estauã hermos", 222.11 " - omes boos", 258.17 "cõ - berberis", 270.11 "et - altos omes", 301.10 "ontre - rreis", 415.15 "falade cõ Vidas et cõ - judeus", 613.45 "mãdou ficar as tẽdas per - outeiros en derredor", 825.7,8 "para - pobladores... et asesegar - castelos", 831.38 " - outros lugares", 834.41 "tẽendo arrequeixados - rey et mouros que dentro iaziã", 835.9 "correu M. et L. et C. et - lugares reuelados", 850.13 (c. 583),10 (c. 584) "cõ - seus freyres... a - freyres", 855.7 "et - ricos omes", 859.9 " - cristãos", 865.4, 867.3 "a essa parte du - dous ricos omes pousauã" (id. 868.11), 868.14 " - almogauares", 875.9 " - caualeyros que o conoçiã" (en 17 aquelles ), 877.8 " - rricos omes", 882.11 (c. 622),4 (c. 624) "a - onrados mouros... et - outros mouros", en 831.37, 836.7, 842.30, 847.20, 854.23,24, 862.4, 866.13, 874.3, 875.20,22, 878.20, 881.11, 883.12 y 884.13 " - mouros", cfr. esses en 13.43 " - das naues", esses que en 834.35, 843.16, 864.27 y 878.19. La forma eses en 13.38 " - das naues", 488.6 "os en que mays fiaua - se lle alçarõ", 836.30 " - lugares". Para el fem. tenemos essa en 12.14 "toda - terra" (id. 54.21, 142.22, 310.43, 434.22,24, 439.17, 786.32,45, 787.15, 790.18, 793.20, 823.22, 831.20 y 836.29; "toda - outra terra" en 266.30; "essa terra" en 303.15, 780.33, 783.5, 797.31 y 832.17), 51.13, 53.21 "por - meesma maneyra", 55.9, 91.6 "en - coua... que auja en - mõtana", 157.9 "a - Estremadura", 257.13,17 "en çibdade... en - jgleia de Sam Johane", 292.4, 486.21 "cõ - pouca gente que lle ficou", 619.63 "fezo - meesma demanda", 731.10 "et toda - costeyra do mar", 797.24,27 " Queyiada... et - vila de Queyiada... llj dera - villa", 805.8, 808.64 "contra a porta de M. ata que gãanarõ - porta", 816.53 "et - nobre rreyna", (en 59 esta ), 821.12 "et foy a - fronteyra" (id. 830.12, 832.12, 833.27), 834.2,8 "per - ueyga adeãte", 843.16 "en - yda", 850.4 "per - parte", 867.3 y 868.10 "a - parte", 871.9 "os que en - Tiriana outrosi estauã" (id. 873.3), 871.12 y 873.4 " - ponte" (en 871.10 "aquella ponte" ), 877.6 "contra - sua pousada", 881.8 (c. 620 y 621) " - çidade... esse passo et - guarda", 885.7,12 (c. 627),11 (c. 628) "en - dicta cidade... et - preciçõ fezo... en - oste", 886.3 " - nobre cidade", 889.17 " - nobre sancta jgleia", essa gente en 246.60 y 882.3, por essa razõ (por essa rrazõ ) 53.16 y 268.13, a essa sazom 24.14 (id. 83.5, 826.25, 854.6 y 867.3; ata essa sazõ 463.37; essa sazõ 849.6 y 880.3; en essa sazõ 877.3); essa cerca (essa çerca ) 37.48, 809.120, 856.4, 866.10, 875.4, 877.3, 885.2,9; essa noyte (essa noite ) 111.68, 169.70, 261.39, 271.4, 379.9, 408.11, 410.30, 417.28, 418.12, 425.32, 436.28, 443.15, 489.6, 555.2, 557.2, 608.28, 635.14, 699.7, 708.13, 717.20, 740.13, 744.18, 752.15 y 849.14. Como pron. essa en 219.35 "toda sua conpaña - pouca que ende ficou", 291.66 "ẽna mão seestra... cõ - teño o escudo", 802.43 "a - ", 854.9 "et passarõ - ", 863.40 "ena zaura... et ia quantos mouros en - ficarõ a vida", 888.44 "hũa foy - das mayores". La forma esa en 325.13, 384.35 " - noyte" (id. 768.18), 827.18 "en - sazõ". El plur. essas en 13.37 " - gentes", 54.19 " - jgleias", 497.12 "et queria irse per - serras", 629.42, 798.17, 822.5 "auendo prazer cõ - ambas rreynas", 871.7 "a Tiriana et a todas - partes". La forma esas en 39.10 "todas - terras", 416.17 "manda castigar - gentes", 773.42 "et queymou todas - villas". Es corriente la expresión essa ora 'entonces, en ese mismo momento' : 125.17 "et - dom O. o Mao ouuesse de yr", 187.19, 201.60, 214.55, 246.44, 261.25, 274.86, 275.96, 815.11,14,17, 844.13 "tornar a aquel estado en que os - tĩjna". También en essa ora 156.15 y a essa ora 181.49. Para la forma neutra tenemos: esso 22.10, 112.21, 133.27,43, 204.34, 274.73, 437.17 "o conde quando oyo esto disse: Çide - sera uerdade", 532.11, 585.23, 584.40, 624.20, 631.9,19, 665.19, 749.14, 751.18, 773.43, 777.7, 790.7, 814.5, 833.9 "et fezo - meesmo et a A. - meesmo", 838.8, 872.43,47; por esso 107.81, 123.18, 165.51, 168.52, 208.18, 234.39, 252.31, 348.16, 461.17, 544.15, 624.16 " - as leixamos" (en 624.15 "por esto" ); por todo esso 102.60 "nõ leyxarõ de passar - ", 150.13, 243.53, 482.27 ('sin embargo' ), en todo esso 204.29, 834.35 ('mientras tanto' ), con todo esso (cõ todo esso ) 799.10, 847.5, 865.11, 881.11. La forma eso en 393.20 y 787.24 " - meesmo"; isso en 50.18 "en - que dizes", en 89.12 y 637.6 "por - ". Las formas ports. son esse, essa, isso (las dos primeras normales desde el s. XIII), en gall. mod. ese, esa, eso. El neutro esso se documenta en toda la E. M. y llega en port. hasta el XVI (cfr. Machado, DELP1 901ab, DELP2 952ab): CSM 25.28 "poder / d'esso fazer non averia", 392.42 "ant' o alcayde levado / foi con esso que furtara"; Johan Soairez Somesso (B 106) "por esso quer' eu muj gran ben querer / a esta dona" (10); D. Denis (150, 547) "esso que dizedes" (23), etc. Orto Esposo "esso" (4.10); Cr. Troyana "et esso mijsmo he" (I, 129.22); F. Lopes Cr. D. Pedro "ca esso medes tiinha el em voontade de fazer" (p. 149.71); Vita Chr. "esso meesmo" (2,11a,108); Vida S. Bernardo "esso o homẽ de Deus per espaço de tamanho caminho nunca vira" (p. 137), etc. La forma mod. port. es isso, con extraña metafonía. No está aclarado el cambio, pues no satisface decir que es forma metafónica. Tampoco puede pensarse en una forma dialectal impuesta, como hace Machado (DELP2 1324a), ya que lo mismo debiera suceder entonces con el masc. y el fem. Se documenta desde el XIV y se va imponiendo desde el XV: D. Pedro de Portugal (1041, 1431) "eu non foy homen diss'isso / hu m' as promessas faziam" (15); Orto Esposo "jsso" (27.9); Oficios "e isso meesmo o assessego do coraçom" (57.7); Imitação Cristo "por isso" (p. 15.38), "por ysso" (p. 31.35), etc.; F. Lopes Cr. D. Pedro "e isso meesmo aos seus sogeitos" (p. 88.25), "e que isso meesmo fora ja a elle trautado" (p. 150.81), etc. La expresión essa ora 'entonces' se documenta desde el XIII y aún se usaba en el s. XVI contraída en essora (ejs. en Morais ): CSM 9.142 "e log' a tormenta quedou essa ora", 15.131 "essa ora logo sen tardada"; Afonso X (69, 486) "e diss'em essa ora" (24), etc. Véase para esta expresión Gili Gaya A la hora. Para el cast. Corominas DCELC II, 372-373.
ora
plur. 'hora, instante, momento, tiempo, ocasión' , del lat. HŌRA (REW 4176). Formas: ora 96.17, 111.10 "quando foy a primeyra - da noyte", 152.4 "desque foy - foya veer", 327.49 "o dia et a - en que" (id. 347.25), 436.6 "aa - de comer" (id. 541.15, 669.8), 544.9 (c. 374), 636.22 "a - en que naçera", 808.90 "hũa - ", 862.5,6 "os hũus yndo hũa - et os outros vĩjndo outra... cada - do dia", 872.29 " - podia seer de meyodia", 893.8 "era chegada a - " (id. 893.13, 895.7 2 v.), 193.29 "ora teendes - de me dar dereyto" ('ocasión' ), 326.26 " - de terça" (id. 326.44, 397.3, 412.20), 412.20 " - de sesta" (id. 659.24), 111.3 " - de noa" (id. 592.28,31, 743.29,311 854.19), 43.7 "en forte ponto et en forte - vimos nos a priiom do conde", 45.52 "en mal - me engẽdrastes" ('en mal momento' ), a ora 'al instante, en aquel momento' en 8.39 "forõ logo - uençudos" 32.10, 879.4 (c. 617), aa ora 'al instante, en aquel momento' en 200.33 "que logo - caeu por morto en terra", 223.21, 227.22, 461.5, 482.5, 544.7, 566.5, 567.26, 872.38, 893.6 "quando uẽeo - en que... de finar ouue" ('al punto' ), 893.16, a aquella ora 'en aquel momento, entonces' en 28.25, aquella ora 'entonces' en 92.2 (A1 hora ) " - sse espidiu o conde do mũge", 93.18, 94.40, aquela ora en 177.56 (en 223.20 "logo - que sse el repentira... rogou" 'en aquel momento' ), des aquella ora adeãte 292.79 'desde entonces' , daquella ora en deante 372.28 (id. 636.38), essa ora 'entonces' en 125.17, 187.19, 201.60, 214.55, 246.44, 261.25, 274.86, 275.96, 815.11,14,18, 844.13(c. 576), también en essa ora 156.16, a essa ora 181.49 y a esta ora 824.46; 134.4 "ouuerõsse de ueer hũa ora en... perigoo", 156.19 "et qual - entrou per ela fezo obrar", 12.23 "que en - esteuerõ de a dar" ('a punto' ), 266.14 "que estaua en - de finarse" ('a punto' ) (id. 569.22), en pouca d' ora 'en poco tiempo' en 110.45, 136.24, 198.73, 427.31, 569.18,21, 590.26, 628.19, en muy pouca d' ora 194.54, a pouca d' ora 534.20, tal ora com̃o 336.40, 691.13,17, 711.4,9 (c. 487), 722.30,34 ('tan pronto como' ), 812.189 "a tal - com̃o esta". El plur. oras en 669.8 "a todas as - ", 343.13,18 "estando hũu dia oyndo as - ẽna igleia... era muy bem custumado en oyr as - ... oyo as - " (id. 455.10, 462.19), 535.15 "estaua ia agora o poboo todo enas - da morte". Desde el s. XIII: CSM 115.159 "essa ora, / sen demora, / te vai", 119.38 "e quiserono deytar en ele essa ora / con outros", 124.42 "e desque foi morto logo a ora enbarveceu", 346.4 "assi quen guarez' a Virgen é guarid'en pouca d' ora". Cfr. ya en 991 "ipsas oras que disera in ipsa eglesia" (PMH Diplom. 101); CSM 48.24 "que non cantavan as oras" (id. 54.21); Afonso X (69, 486) "e diss'em essa ora" (24); Afonso Lopez de Baian (1080, 1470) "estas oras chega Johan de F." (26); Gil Perez Conde (B 1532) "aa cea, nen ao jantar / a estas oras o busquei" (4); Gal. Estoria "a çidade ficou essa ora ẽno estado en que estaua" (61.1), "que o matariã ellas por ello algũa ora" (22.19); Fragm. Tristán "assy foy aquela ora a poridade tã encuberta" (p. 43); Miragres "que deboamẽte eu yria aas tuas oras" (p. 11); Graal "em pouca de hora" (I, 168); Corónica Iria "eno coro non dizian oras" (p. 68); Frades Menores "logo aaquela ora" (I, 34), "a essa ora" (I, 200). Cfr. en Morais y E. Rodríguez hora; también Corominas DCELC II, 942 y Pidal Cid p. 779.
ora
oora
ora
'ahora' , posiblemente de HA HŌRA (por HĀC HŌRĀ ) o AD HŌRAM (también se piensa en EA HŌRA; exposición de estas teorías en Cunha Zorro p. 84; Cunha Codax ps. 154-155; Nascentes p. 569; FEW IV, 477a y n. 66). Formas: ora 70.9, 93.33, 95.65, 96.19 (en ambos casos ms. ara ), 104.28, 107.75, 128.70,72, 130.128, 193.29, 215.76, 225.3 (c. 135), 226.17, 392.36, 690.45, 900.1. Véase AGORA. Una forma oora en textos galls.: a. 1354 "desta moeda branca que oora corre" (Duro p. 199); a. 1360 "outra que oora tem... desta moeda branca que oora core" (id. 207); a. 1362 "desta moneda... que oora corre... oora huso... que eu oora teño" (Salazar 117.1,3; 119.20); a. 1374 "desta moneda... que oora corre" (id. 121.10). La forma mod. ora desde el XIII: CSM 1.19 "ficas ora prennada", 186.18,26 "como vos per mi ora dito será... se a visses como a ora eu vi"; a. 1268 "e hora me pagaron" (Sponer 118.6); a. 1270 "hu uos ora téédes uossa Grana" (Salazar 57.13); Miragres "ora das a entẽder que he maa" (p. 111); Gal. Estoria "ao qual a provinçia M. do Egyto ha ora" (187.7); a. 1313 "o qual mora hora D. Martinez" (Duro p. 172); a. 1356 "que vos ora teedes... que ora tem F. Perez" (id. 203); Cr. 1344 "ora ey muyto mester a tua mercee" (III, 47), etc. Más ejs. en Morais y E. Rodríguez.

K. M. Parker (1958): Vocabulario de la Crónica Troyana. Salamanca: Universidad.
ora
f. f. servicio religioso (Vid. cantar), II 122.28, I 134.1.
ora
f. f. hora, tiempo; hour, time: maldezia o dia et a ora en que naçera, I 357.8, I 285.5, II 102.8.
ora
adv. adv. ahora; now: coyda nos ora fazer entender que nos terra nunca amor nen lealdade, I 118.7.

R. Lorenzo (1977): La traducción gallega de la Crónica General y de la Crónica de Castilla. Vol. II (Glosario). Ourense: Instituto de Estudios Orensanos Padre Feijóo.
a desora
a so ora
a de so ora
adesoora
adesora
adesora
a essa ora
deshora
a desora
sust. 'de repente, súbitamente ' , creado sobre HŌRA, pero no con el prefijo privativo des-; representa la forma primitiva a so ora, reforzada en a de so ora y contraída: adesoora > adesora. En gall.-port. sólo se documenta adesora, pero las formas primitivas se encuentran en cast.: a so hora en Calila e Dimna (ed. Riv., p. 45) y en la PCG assoora; ya reforzada adessoora en la PCG "e a pocos dias enpos esto murio Alarigo adessoora" (232a19). La forma más moderna también en la PCG "uenol a dessora mandado como uinie el rey don Garçia de Nauarra" (415b40; 423a23); Berceo "prisieron a desora una grant espantada" (S. Mill. 329), etc. Pensado Miragres (p. 23 n. 2) deriva la expresión de ad ipsa hora, pero de esta forma no se justifica la -d- y, por otra parte, existe en textos medievales a essa ora con el significado 'entonces, en ese momento ' . Aparece a desora en los siguientes casos: 29.5 "uẽo - et sem sospeyta", 138.7 "veẽoullj - mandado com̃o vijna el rey", 156.13, 302.47, 426.14, 473.10, 483.12, 662.5 "et tam - foy a esporoada que", 751.17, 848.9 (c. 581). Ya en las CSM 151.26 "ela serrou as fẽestras o mais de rrijo que pode... / e pois que foron deitados, vẽo un vento tan forte que as abriu adesora", 163.14 "e logo perdeu a fala, ca Deus ouve del despeito, / que lla tolleu adesora", 301.37 "pois lle viron tẽer os ferros nas mãos / ant' o altar adesora, e todos seus nenbros sãos", 322.18 "que ouver' a seer morto adesora, sen tardada". En el XIV: Miragres "entrou hũu home adesora ẽno tẽple et começou de braadar" (p. 23), "hũu ome que avia nome Ihesus, fillo de Anãnias, adesora começou a braadar" (p. 33), "et falando ontre sy de tã grã cousa, adesora oyrõ moy grãdes braados eno aer" (p. 87); Cr. Troyana "uos prometo que sse adesora non moyro que farey tanto por la uossa morte" (I, 250.4). En el XV: Frades Menores "ex que adesora lhe apareçeo em no ar hũa maão" (I, 75,98,121,139,200). Con el tiempo confluye este adverbio con el sust. deshora 'hora inoportuna ' . Esto hace que se pierda el sentido originario y que la locución a desora pase a significar 'fuera de hora, de madrugada, a destiempo ' . Esta acepción aparece ya clara en el XVII: Manuel Bernardes "vindo de noite, a-desoras, o seu servo não quis abrir" (Luz e Calor, n. 247, 1724, p. 279-280; la 1ª ed. es de 1696; cita de Magne DMC s.v.). La acepción primitiva no debe pasar del s. XV. En cast. llega al s. XVI (Quijote ), en el XVII el sentido moderno (Dicc. Autor. ). También aparece en los diccionarios gallegos modernos: se encuentra en el DRAG, en los de Franco Grande y E. Rodríguez (s.v. deshora: a deshora o a deshoras 'fuera de hora o de tiempo. De repente, intempestivamente ') y en Irmandades da Fala; Repente (de) 'súpeto, a desora, de sobre venta ' (p. 225b). Véase Corominas DCELC II, 943 y Pensado Miragres, ps. 23 n. 5 y 33 n. 2.

R. Lorenzo (1968): Sobre cronologia do vocabulário galego-português. Vigo: Galaxia.
{hora
ora
oora
aora}
.- ORA (1190a: XIV): 1268 "e hora me pagaron" (Sponer 118.6); CSM 1 "ficas ora prennada" (19); 1320 "todolos bees que nos oora auemos... he oora capelán" (Ferro 76.7, 20); 1357 "et aora... et aora que se non perca" (id. 88.18, 29), etc.

W. Mettmann (1972): Cantigas de Santa María de Afonso X, o Sábio. Vol. IV (Glossário). Coimbra: Universidade.
ora
s. f s. f.: hora: 123.1 Como Santa Maria guardou un frade mẽor dos diaboos na ora que quis morrer; 219.34 a omagen do demo tal come pez / fez tornar en hũa ora || ora de : 225.47 E un dia, el estando / ao sol, ora de nõa; 419.85 a ora da sesta || a ora : 124.42 E des que foi morto, logo a ora enbarveceu || a pouca d'ora : daí a pouco, pouco depois: 5.63 a pouca d'ora vyu a Emperadriz a ssi vĩir; 9.89 || 322.27 en pouca d'ora o ouve tan fort'inchado, / que folego non podia coller || essa ora : então: 9.142 E log'a tormenta quedou essa ora; 15.131 Essa ora logo sen tardada... foi-lles dizer; 85.43, 119.38, 325.44 log'essa ora; 422.3 Madre de Deus, ora por nos teu Fill'essa ora / U verrá... joyga-lo mundo || agora: 115.159 Essa ora, / sen demora, / te vai pera Suria || a essa ora : 204.41 e log'o arcediago a essa ora guaryu || dessa ora : 216.58 e dessa or'adeant'Deus grand'algo lles foi dar || en essa ora : 115.95 quen... ss'encanta / a britar sa promessa, / log'en essa / ora de Deus desvia; 129.21 E logo mandou a saeta fora / tirar do ollo, e en essa ora / guariu de todo logo sen demora; 194.37 || aquela ora : 291.50 E logo aquela ora... da vila con el deu / for'; 313.71 E a nav'alumeada aquela ora medes / foi toda con craridade || a aquela ora : 89.2 logo a aquela ora || des aquela ora : desde então: 57.84 ben des aquela ora; 98.37 e nunca des aquel'ora daly sse partyu || dessa or'adeante : 216.58 || en ora de : no espaço de: 247.8 en ora dũu dia / guariu-a Santa Maria || pl. as horas canónicas; as rezas do breviário: 48.24 non cantavan as oras; 54.21 poi-lo convent'as oras dizia; 59.45, 88.43, 111.23 rezava muit'aficado / as oras da que Deus nado / foi.
ora
adv adv.: agora: 1.19 do que o mund'á de salvar / ficas ora prennada; 5.5 E desto vos quer'eu ora contar; 8.10, 9.99 Matemo-lo ora, irmãos; 12.6 || agora mesmo: 15.135 Gran vengança nos a ora dada / San Mercuiro ; 186.26 A ta moller... se a visses como a ora eu vi; 206.26 porque me deste beijo ora tan muito paguei; 274.65 aqui u ora orava vẽo a Madre de Deus.

M. Rodrigues Lapa (19702): Cantigas d'escarnho e de mal dizer dos cancioneiros medievais galego-portugueses. Vigo: Galaxia ["Vocabulário galego-português", pp. 1-111].
ora
= agora, neste momento: {Afonso X} se Pero d' Espanha nen Pero Galinha / nen Pero Galego for ora cõmego 2.9; 3.9; 6.2; 8.5, 9; 17.5; 33.5; 44.3. || Momento, ocasião: {Afonso X} Muito foi ledo... / quando se viu daqueles passos fora / que já vos dix', e diss' en essa ora 16.24. || En ora boa = em hora feliz, com boa sorte: {Estevan da Guarda} Pois que m' eu fiqu' en Lisboa, / já que se vai o ricome, / varon, vaa-s' en ora boa 107.6; 167.7, 14, 21.

K. M. Parker (1977): Vocabulario clasificado de los folios gallegos de la Historia Troyana. Illinois: Applied Literature Press.
ora
f. f. servicio religioso; religious service (Vid. cantar), 290.43.
ora
f. f. hora; time; hour: logo en esa ora foy em ella o ardor que lle era ja tirado do amor, 22.33, 46.14, 127.34.
ora
adv. adv. ahora; now: el libraua os moy bem, ora julgãdo dereytamẽt, outras oras avijndoos, 46.14, 22.12, 371.26.
a pouca de ora
expr. en poco rato; in a little while: Ante logo a pouca de ora secauã, 196.30, 123.33, 124.11.
en pouca de ora
expr. en poco rato; in a little while: feriã se por tal saña que en pouca de ora forõ todos los cãpos cubertos de mortos et chagados, 72.15, 106.40, 127.25.

M. de Miguel (1977): Vocabulario gallego medieval en documentos del s. XIII anteriores a 1275. Memoria de licenciatura. Universidad de Valladolid.
ora
adv., .- adv., 'ahora'. Probablemente proceda de HA HŌRA (por HĀC HŌRĀ); a. 1270 "hu uos ora teedes uossa Grana" (57.13).

M. C. Barreiro (1985): O léxico dos Miragres de Santiago. Memoria de licenciatura. Universidade de Santiago de Compostela.
ora
subst. .- subst. 1.- " hora, momento, instante, ocasión". 33.1 "de noyte, ẽna ora que os sacerdotes entrauã ẽno tẽple a fazer ofiçio"; 148.2 "encomẽdoche, Señor, esta mĩa alma en esta ora en que jasco"; 199.2 "me apertarõ tãto que [...] des aquela ora nõ poyde mostrar nĩhũa cousa"; 215.12 "aquela estrela nũca apareçeu mais que aquela ora que Ihesucristo naçeu"; 217.10 "Et aquela ora moueose et foy ante eles giandoos"; 222.7 "et ende uos rrogo que ueledes cõmigo ata aquela ora que me ouver a yr d' aqui"; 222.8 "Et sabede que aquela ora que a mĩa alma ouver a sayr do corpo"; 222.1 "nẽ viynr a mĩ a aquela ora que me mãdares d' aqui partir"; 191.4 "et cõtou ante todos que desque aquela ora que caera da barcha"; 210.14 "Et depois que a çidade foi entrada, acharõ que fora en aquela ora que el disera". // HŨA ORA , " entonces". 7.8 "et se[ẽ]do eu en seu poder dauame moy grãdes tormẽtos, et sentyme hũa ora del moyto aficado et dixelle"; 71.11 "Et hũa ora catando el cõtra o çeo, vio hũu camino d' estrelas". // AA ORA QUE " cuando". 225.19 "-Vejouos de coraçõ et d' alma, asi que aa ora que Deus vier, que vos ache todos vigiando".
____ 2.- " oficio religioso, rezo". 11.7 "-Ay señor Santiago, que deboamẽte eu yria aas tuas oras se podese!"; 11.16 "foyme para o lugar de rreligiõ [...] et oyn y estando as oras de Santiago"; 110.15 "Et aqueles que veedes das sobrepelizes, chamãlles coengos rreglãtes que fazẽ vida de santos et dizẽ oras".
________ 3.- " diversos períodos en los que se divide el día". ORA DE TERÇA , abarcaría desde media mañana hasta el mediodía. 110.3 "En outro dia ora de terça, poserõ tregoa ontre si"; 138.6 "et os cristiãos voluerõ a eles et lidarõ des la manãa ata ora de terça"; 174.12 "começou a dizer ante quantos y estauã en com̃o des dia [s]esta feira ora de terça que lle sayra a alma do corpo"; 210.7 "et cras ora de terça meterey dentro os cristiãos". ORA DE NOA , comprendería desde la media tarde hasta la puesta de sol. 119.11 "Et lidarõ de pee sen espadas ata ora de noa ferindose das pedras et aos punos"; 174.13 "ata sabado ora de nõa que rresurgira". ORA DE VESPERA , " el anochecer". 119.12 "et desque foy ora de vespera demãdou tregoa Ferragudo a Rrulan, et foyse para seu castelo"; 197.8 "et cõtra ora de vespera a moller [...] tomaua aquelas cousas que avia mester do saquo"; 226.17 "Et quando foy ora de vespera, fez hũu grã toruõ". La definición de cada hora la establecí basándome en la división del día que hicieron los romanos. Es posible que haya interferencias con las horas canónicas, pero como el texto no me da elementos de juicio para poder precisar con exactitud si se refiere a unas u otras, sigo las indicadas.
ora
adv. .- adv. de tiempo " ahora". 6.4 "-O señor de hũ castelo que eu ora teno ouve dous fillos"; 19.2 "Ata aqui vos cõtamos da paixõ [...] de Santiago Zebedeu [...] et ora vos cõtaremos de Santiago Alffeu"; 111.6 "Et a tua lee que tu dizias que era boa, ora das a entẽder que he maa"; 123.1 "Et Ferragudo diso: -Ora entẽdo que pode seer tres pesoas en hũu Deus"; 222.5 "-Amigos, oyde et creede o que vos ora diser".
ora
hora
conx. .- conj. {conx.} distributiva " ora... ora". 8.9 "enpuxauame cõ hũa lança que tiña ẽna mão hora a hũu cabo ora a outro para morrer mais agina".

F. R. Tato Plaza (1999): Libro de notas de Álvaro Pérez, notario da terra de Rianxo e Postmarcos (1457). Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega [Glosario, pp. 237-711].
ora
f. f. 1. "Hora, tempo ou momento determinado".
____ ora (4): "desde aquela ora [a] touo o dito Fernando do Outeyro" 654, "fasta la ora da mjña morte" 1286, ora das [bís]peras" 1386, 2965.
____conx. conx. 2. "Ora". Emprégase ó comenzo de cada un dos elementos en construccións distributivas.
____ ora (3): "que sejã bosos, ora por filládego, ora por doaçõ, / ora segundo e como e ẽna mellor maneyra que eu voslos posa dar" 1290, 1290, 1290.
________ Do lat. hōra. É voz común a tódalas épocas, documéntase xa no a. 991 en texto portugués e nas CSM (Lorenzo Crónica s.v.). Non temos outros testemuños galegos nin portugueses medievais da conxunción distributiva; en castelán hai exemplos desde 1576 e outros anteriores, xa en Berceo, con uso en plural (DCECH s.v. hora).
ora
adv. adv. "Agora, no tempo ou momentos presentes".
____ ora (1): "vjna que ora he de Sã Justo" 2666.
________ Do lat. ha hōra (por hāc hōrā), ad hōram ou mesmo ea hōra (Lorenzo Crónica s.v e cfr. tamén DCECH s.v. hora). Documéntase xa nas CSM e noutros docs. do XIII; tamén aparece desde esa época coa grafía hora. Variante recollida en textos galegos do XIV é oora (Lorenzo Crónica s.v.). Outros exemplos do XIII en Montederramo (Martínez Montederramo s.v.). Úsase con idéntico valor ca agora (vid.).




Seminario de Lingüística Informática - Grupo TALG / Instituto da Lingua Galega, 2006-2022
O Dicionario de dicionarios do galego medieval é obra de Ernesto González Seoane (coord.), María Álvarez de la Granja e Ana Isabel Boullón Agrelo
Procesamento informático e versión para web: Xavier Gómez Guinovart

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